26 de outubro de 2023

10 anos?

26 de outubro de 2023

 Já fazem 10 anos que tenho esta pagina na internet. Eu não estou sabendo lidar. Acabei de ignorar uma manhã inteira de trabalho enquanto relia meus textos. 


Milena de anos atrás, obrigada.

É 2023

É 2023. Eu já sou formada a quase 3 anos. Eu tenho um salário. Eu viajo. Eu faço pós graduação. Eu lidero equipe. Eu dirijo um carro azul. Eu bordo. Eu sou namorada de alguém.  Eu penso em comprar uma casa e casar. Eu faço academia. Eu leio livros. Eu uso uma touquinha na cabeça todo dia. Eu não pinto mais as unhas. Eu engordei um pouco. Eu todo dia me convenço mais que não quero filhos. Eu arranquei 2 dentes de siso fazem 8 dias. Eu moro longe das minhas duas melhores amigas. Eu me matriculei em um curso que tem mais de 50 aulas EAD. 

Eu me sinto sozinha. Eu me sinto frustrada. Eu me sinto cansada. 

Eu penso em largar tudo e encher a cara enquanto uso um pijama por um final de semana inteiro. 

É 2023. 

1 de janeiro de 2021

tudo bem

1 de janeiro de 2021
Será que em circunstâncias normais teria dado certo? Eu sei que não. 

Eu cansei de me enganar, são oito meses né, 10. Eu precisei abrir meus olhos, eu entendi que se você quisesse tudo seria diferente. Eu não teria tantas duvidas, eu não me sentiria pisando em ovos. Seria fácil né? É o que todos me dizem. SERIA MAIS FÁCIL.

 Eu não posso mais ficar me apegando a migalhas, esperando um sinal de fumaça. EU MEREÇO MAIS.

Eu mereço mais que alguém que ri mecânico, segue um script e não faz sequer um esforço. Eu mereço mais do que palminhas tímidas, ironias sem graça e conversas com respostas por obrigação. 

E eu te odeio por me fazer questionar tantas vezes, se eu não estava querendo demais, esperando demais. Eu só queria o mínimo. 

E tudo bem, tem pessoas que simplesmente não podem nos oferecer. Tem pessoas que simplesmente não querem nos oferecer. E tudo bem.


(textos escritos quando a gente está puta demais)

O começo de tudo

 Hoje é o começo de tudo

O número 1.

Tantos planos e sonhos. 

Pra 2021 só quero pedir uma coisa: seja gentil e generoso.




23 de novembro de 2020

Hoje é 28 dias.

23 de novembro de 2020

 Não gosto de despedidas. 

Mas cada dia é um dia a menos. Hoje faltam apenas 28 dias.

Daqui 28 dias eu não serei mais vizinha dessas pessoas, eu não estarei mais a 20 minutos da casa da minha grande amiga, eu não morarei mais neste apartamento. 

Daqui 28 dias eu não morarei mais neste bairro, nesta cidade, não irei morar mais sozinha e não carregarei mais o título de filha que mora longe. 

Daqui 28 dias eu estarei voltando para casa dos meus pais, voltarei a ser a tia que mora perto e estarei a 5 minutos da casa dos meus velhos amigos. 

Daqui a 28 dias eu encerrarei um ciclo que durou 4 anos. Ciclo que rendeu choros, risos, crescimento, loucuras e autoconhecimento. 


11 de outubro de 2020

não

11 de outubro de 2020

 

Não adianta, não é?

Eu posso ser a mais bonita, a mais inteligente, a mais divertida da festa, eu posso ser gentil, sorridente. Mas eu nunca vou ser suficiente né?

Não importa as diferentes formas de prazer, a atenção e o papo. Não é?

Se fosse pra ser, já teria sido.

É o que todos de dizem, é o que todos já me mostraram.

Eu poderia ser tantas coisas, eu poderia me moldar de tantas formas.

Mas nada disso faria você sentir alguma coisa por mim.

Nada disso.

13 de julho de 2020

Só te peço isso!

13 de julho de 2020
Nunca fui fã de fazer aniversário, na verdade o problema não é o aniversário em si, e sim, que detesto promover festas. Infelizmente cresci insegura demais, então carrego o medo de ser esquecida no churrasco. Por isso, evito fazer festas. 

Neste ano de 2020, ano atípico, pela primeira vez passarei o dia do meu aniversário longe da minha família. O primeiro, em 20 anos. Mas neste ano também é o último aniversário morando sozinha, longe da minha família. O último ano antes de acabar a faculdade. Ou seja, um grande ano, mesmo com todas as merdas que essa combinação de números carrega.

Gosto de lembrar desses últimos 365 dias, cresci tanto. Mudei tanto. Quebrei tantas barreiras comigo mesma, acho que finalmente sinto os reflexos da vida adulta. Encontro vestígios dela entre uma ida ou outra no banco, entre cada maquinada de roupa e copo de vinho.

Ainda sou nova demais, mas agora já não da mais pra evitar, já não da mais pra ignorar certas coisas.

Então esse texto tem como intenção pedir algumas coisas a mim mesma: 

- Seja menos exigente consigo mesma, você fez o seu melhor.
- Você não pode ajudar todo mundo, algumas pessoas precisam aprender certas coisas sozinha.
- Você não é mãe de ninguém, lembre-se disso!
- Você não está sendo egoísta em se priorizar.
- A beleza de ninguém diminui a sua, seu corpo não define nada. 
- Você é inteligente e interessante sim, deixa de ser babaca e para de se autossabotar.
- Relaxa, tudo vai acontecer como tem que acontecer, mas isso não quer dizer que você tem que ficar sentada esperando.
- Continua se permitindo sentir e viver experiências como no último ano, estamos indo tão bem.
- Só porque as pessoas são passageiras, não quer dizer que você tem que se afastar de todas, aproveite o tempo que você tem.
- Não se cobre um relacionamento, isso não é a prioridade na sua vida.
- Continua saindo, bebendo, sua vida não é só estudar.
- A gente vai realizar aquele sonho sim!!!!!!!! 
- Por último, lembra, tudo sempre fica bem, eu te amo e tenho orgulho de você!!!


Enfim, um brinde a vida e a tudo que nos trouxe até aqui! 

22 de junho de 2020

a expectativa é a mãe da merda

22 de junho de 2020
Gosto sempre de lembrar disso, a expectativa é a mãe da merda.

Não vou lembrar todos os planos que eu tinha pra 2020, não quero mais pensar nisso. Não quero mais sentir frustração. Só quero conseguir assimilar essa nova realidade.

Eu já chorei, já fiquei estressada, já briguei e agora eu vivo no silêncio. Só aguardo. Vai passar, não é? É o que todos dizem, todos os dias.

Não espero melhoras, pois raramente acredito numa mudança da humanidade. E muito menos vamos aprender algo, pois isso não veio nos ensinar nada, veio nos matar, isso sim.

Não sou gratiluz, não sou otimista. Sempre aceitei a realidade, o pé no chão.

Sigo lendo meus livros, estudando pelo EAD e torcendo pra que o menor número de pessoas sofram.

5 de janeiro de 2020

O início do fim.

5 de janeiro de 2020
2020. O último. O início do fim.

Último ano de faculdade. Último ano morando sozinha. Último ano longe da família. O começo.

Não sei como me sinto, não sei quem eu me tornarei daqui a 366 dias.

Apenas sei que preciso viver tudo sabendo que é o último.

Últimos trabalhos com aquela turma, últimos porres naqueles bares. Últimos meses vivendo a 240km da familia, naquele apartamento.

E isso me conforta e me assusta. Assusta pra caramba.

2020 eu te esperei muito, eu te aguardei como uma criança espera o natal, eu me preparei como um atleta se prepara para uma prova. E você finalmente chegou.

Eu estou preparada pra você, espero que sejamos bons juntos

20 de agosto de 2019

Aceita, tudo fica bem

20 de agosto de 2019
A vida é muito além do que achamos e queremos, infelizmente aceitar isso dói. A gente chora, esperneia, grita feito uma criança no supermercado. O problema é que além de sermos a criança, somos também a mãe que tem que amenizar as coisas, sorrir e dizer que ta tudo bem, enquanto por dentro grita.

Eu não tenho chorado mais, na verdade, nunca ri tanto como nos últimos tempos. Talvez finalmente aprendi que não adianta ficar dando murro em ponta de faca, as coisas são como tem que ser. Engole o choro e vai.

A gente engole uns sapos, revira os olhos, ajeita a blusa e mete a cara. Pois a vida é assim, porque ficar tentando rebater só faz a gente se machucar.

Eu tinha muitos planos para 2019, já estamos em agosto e simplesmente não deu, não rolaram. E sim, já me culpei, me xinguei. Mas as vezes temos que entender e dizer que vai ficar tudo bem. Porque fica, talvez não do jeito que queríamos, mas do jeito que deu naquele momento.

Temos mais 4 meses ai pela frente, outras oportunidades e experiências. Outras tantas aventuras, pessoas e risos.

Eu estou pronta para o que for, eu aceito minhas escolhas.

15 de abril de 2019

Uma lista

15 de abril de 2019
É abril. Já se foram 4 meses. E sim, eu odeio que todo texto nesse blog, eu sempre enfatizo o período em que estamos. Mas é pelo simples motivo que sempre me sinto engolida pelo tempo.

Hoje não terá texto com reclamações e sim, uma listas de coisas legais que vi nos últimos tempos e que depositarei aqui (pois minha barra de favoritos já está mega lotada). Estamos vivendo um período pesado, eu não consigo mais ler sobre política, ainda não acredito que nos colocamos nisso.

Por isso, precisamos nos alimentar de amor, de coisas bonitas, para que possamos continuar.

Então, segue a lista:

-As ilustrações da JONGMEE, uma mais linda que a outra, para que possamos passar horas babando! Que eu conheci através do blog da Camila, o Não Me Mande Flores.



E aqui tem o Instagram dela!

-A música Te Liguei, do Vitão, adorei a letra e escuto umas 20 vezes por dia.


-Esse texto que o Zack Magiezi postou no natal, que é do escritor José Luis Peixoto, um dos textos que mais me tocaram nos últimos tempos, pois moro sozinha e longe da família, então toda vez que leio me sinto perto deles.


-Essa frase de autor desconhecido, que me fez refletir muito.


-E por fim, este é o meu mantra dos últimos tempos, vamos pensar sempre em algo bom!

   
    Aqui o Instagram do Um Cartão, trabalho lindo, frases maravilhosas!

Seguimos!

18 de março de 2019

pois é

18 de março de 2019

Os meses nos engolem, a gente muda, cresce, chora, ri e nem vê. Tem dias que por um momento eu gostaria de mudar tantas coisas, ser tão diferente, não ser eu.

Hoje já não tenho tanta certeza nas escolhas que fiz, não tenho mais tanta segurança no rumo que tomei. Mas desconfio que isso seja as consequências do amadurecimento.

Nesses últimos 3 meses pensei tanto, me desliguei tanto de coisas que talvez um dia foram tão importantes pra mim. A gente se afasta e quando percebe isso, nota que tudo bem. Eu não morrerei.

Passei 4 anos achando que gostava de alguém e agora percebi que gostava do que achava que a pessoa era e, meu deus, a impressão é perdi tanto tempo e agora mora um vazio aqui.

Por que? Por que sinto tanto medo de realmente me deixar sentir algo por alguém que sente o mesmo por mim? Eu corro tanto disso, como se para viver eu tenha que manter distância de qualquer sentimento. E talvez eu esteja tão cansada de ser sozinha.

Enfim, as questões são tantas.

21 de janeiro de 2019

mas, e se?

21 de janeiro de 2019
Gosto de dizer por ai que já te superei. Porém, ainda me pego procurando você em festas, filas de mercados, corredores da faculdade mesmo nem morando mais na mesma cidade. Não é como se eu ainda passasse noites em claros remoendo as lembranças, ou me privasse de conhecer novas pessoas. Eu segui, nós seguimos.

Mas confesso que uma parte de mim, acredita que em alguma realidade paralela nós seguimos juntos. E eu torço secretamente, que o que sentíamos foi o suficiente. Gosto de acreditar que não nos prendemos ao que acreditávamos, que ligamos o foda-se para as nossos achismos e que no fim escolhemos encarar tudo de peito aberto. 

Eu aceito todos os dias as minhas escolhas e lido todos os dias as consequências delas. Mas por uns segundos gosto de imaginar, e se... 

Nunca saberei, eu sei.

15 de dezembro de 2018

quem é que sabe

15 de dezembro de 2018
Enfim,

Talvez esses 12 meses tenham passado rápido ou foi eu quem estava ocupada demais.

Talvez eu tenha chorado mais do que deveria, me surpreendido muito e bebido o dobro.

Talvez eu tenha saído pouco, dançado horrores e gastado demais.

Talvez eu nem lembre o momento exato em que tudo desandou e com certeza nunca saiba o momento em que tudo voltou aos trilhos.

Talvez eu tenha dado poucas chances para a vida me surpreender.

Talvez a culpa seja minha, talvez, talvez, talvez.

Mas, quem é que sabe?

Obrigada 2018, por ter me ensinado tanto, por ter me dado tanto, por ter me feito sorrir.

Eu não sei o que vem a partir de agora, eu não sei quem serei a partir de amanhã.

Mas eu sei que sou grata, por cada lágrima derrubada, riso compartilhado e amor recebido.

Nos vemos!

30 de setembro de 2018

tudo bem

30 de setembro de 2018
(Fotinha tirada dentro do ônibus)
Os últimos dois meses foram rápidos, agosto sempre é taxado de ser um mês longo. Porém nem o vi passar, enquanto setembro muito menos.

As férias acabaram, as provas já chegaram e eu só consigo pensar "por onde andei?". 2018 está sendo um ano rápido, sem enrolação. Os dias voam, as coisas logo mudam.

Tudo anda fluindo, nem todos os dias são flores, mas sobrevivemos. Como sempre! Entre risos, choros, festas e vinhos.

Amo esse período, o clima de reta final, esse vento da primavera, o cheirinho de quase verão. Agora é hora de tirar os chinelos do armário, de colocar o casaco só no finalzinho do dia. De caminhar mais devagar.

Os meses passam, as saudades nem sempre. Mas já sou grandinha o suficiente para entender, que nem tudo é do jeito que queremos. E tudo bem!

23 de julho de 2018

JULHO

23 de julho de 2018
Julho, para mim sempre foi disparado o melhor mês (ficando atrás apenas de dezembro). É o mês das férias, o mês do meu aniversário e o lembrete de que 6 meses do ano já se foram.

Completei 19 anos e só tenho a agradecer, por todas as oportunidades, pelo amadurecimento e pelas realizações.

Nessas férias, voltei aos meus amores, vulgo livros. Finalmente estou conseguindo concluir leituras que estava enrolando a meses. Comprei até livros novos, isso faz tão bem pro meu coração!! ahahahaha


Enfim, tudo anda fluindo. Nada como um dia após o outro, uma pausa, uma boa música e um bom livro.



28 de junho de 2018

Vinho, pijama e solidão

28 de junho de 2018

Aqui estou eu, junho acabando e com os pés nas férias.
Tantos sentimentos nesses últimos dias, choros, sorrisos, saudades. Que mês!

Mudei de apartamento, encerrei um ciclo que foi muito importante na minha vida. Mas que me mostrou que tem pessoas que entram nas nossas vidas para nos ensinar a não ser como elas.

Estou numa fase tão tranquila, fins de semana regados a vinhos, pijama, filmes e solidão. Livros e mais livros.

A faculdade (mesmo eu amando muito meu curso) cansa, o trabalho suga as forças e eu já acordo cansada esperando pela sexta-feira. As férias da faculdade estão sendo muito aguardadas.

Entretanto, o sentimento de que tudo está dando certo me abraça todas as noites.

Com fé e força, seguimos!

6 de maio de 2018

depois da tempestade, vem a calmaria

6 de maio de 2018
Maio começou feliz. Serei tia pela terceira vez, agora de mais um menino (tenho um casal de sobrinhos já). Eu sou tão apaixonada pelos meus sobrinhos, que essa notícia só fez o meu peito se encher ainda mais de amor.

Ando mais tranquila e com o coração leve. A primeira semana de provas do semestre passou e ainda estou recebendo os resultados das provas, mas por enquanto tudo está sobre controle. E o emprego anda bem, já me adaptei a rotina e os choros cessaram.

To mais calma em relação a tudo e to procrastinando bastante nas minhas leituras. Nos finais de semana quando não vou visitar minha família, eu passo deitada assistindo comédias românticas bregas, enquanto me entupo de brigadeiro. E não tem nada que me deixa mais em paz do que isso.

Entrei em uma fase bem calma e tranquila, feliz com todas as escolhas que fiz. E vivendo um dia de cada vez, aproveitando os momentos simples. Pois o tempo ajeita tudo e a vida é isso.




8 de abril de 2018

seguimos não tão firme, mas seguimos

8 de abril de 2018
Bom, no meio de tudo deu vontade de escrever.

Nos últimos tempos tenho chorado muito, a maioria das vezes a vontade de chorar vem sempre quando eu estou no meio da rua. Acho que isso é um demonstrativo que a vida adulta chegou. Comecei a trabalhar já faz uns 50 dias, estou me adaptando ainda, tenho uma relação de amor e ódio com o emprego, porém sigo firme. 

Ando saindo bastante, indo ao barzinho perto da faculdade, rido muito, porém me sinto 30 vezes mais sozinha. Sinto muita falta de ter alguém pra conversar sobre assuntos cotidianos clichês, sinto falta de ter alguém ali, só pra sorrir no final do dia e dizer que amanhã vai ser um dia melhor. Sinto falta da minha família. 

Engraçado, depois de um ano morando longe da família estou tendo minha primeira crise de realidade e está sendo tão horrível. Acredito que o motivo é de estar tendo uma rotina tão corrida e cansativa, isso acaba com o emocional. Mas como já mencionei, seguimos firme, as vezes não tão firme, mas seguimos. 

Sintonizo que tudo é temporário, que vai passar. Eu tenho muita fé nisso e é pensando assim que estou conseguindo ter forças pra levantar todas as manhãs. 

Enfim, tristezas vem e vão.


17 de março de 2018

não sei

17 de março de 2018

Não é como se eu ainda pensasse em nós.
Não é como se eu ainda chorasse por você.

Não é como se eu já não soubesse que você está com alguém,
não é como se eu já não soubesse que você está construindo uma casa
e pensando em casar.

Eu só não sei porque,
o meu corpo ainda gela toda vez que eu vejo alguém
e penso que é você.